CLT, MEI ou PJ — qual a diferença real?
A comparação entre CLT, MEI e PJ vai muito além do salário bruto vs nota fiscal. O CLT tem benefícios invisíveis que a maioria não contabiliza: FGTS de 8% + multa de 40% em caso de demissão, 13º salário, férias remuneradas com 1/3, e seguros como licença maternidade, afastamento por doença (INSS) e seguro-desemprego.
Por que a proposta PJ precisa ser muito maior que o salário CLT
Um CLT de R$ 5.000 custa para o trabalhador além do salário líquido: o FGTS representa R$ 400/mês que a empresa deposita, o 13º equivale a R$ 417/mês separado ao longo do ano, e as férias+1/3 equivalem a R$ 556/mês. Somando o desconto de INSS e IR, a proposta PJ equivalente raramente fica abaixo de 1,5× o salário CLT bruto.
Perguntas frequentes
MEI pode ter empregado?
Sim. MEI pode ter 1 empregado registrado, pagando salário mínimo ou o piso da categoria, mais os encargos patronais.
Qual o limite de faturamento do MEI em 2026?
R$ 81.000 por ano (R$ 6.750/mês em média). Quem ultrapassar deve migrar para ME (microempresa). O DAS é de 5% do salário mínimo mais R$ 1 (ICMS) ou R$ 5 (ISS).
PJ paga FGTS?
Não. O PJ (pessoa jurídica) não tem vínculo empregatício, portanto não há FGTS. É responsabilidade do profissional criar sua própria reserva de emergência para substituir essa proteção.
Vale a pena abrir MEI para receber como PJ?
Depende do faturamento. Se o total ficar abaixo de R$ 81.000/ano, MEI é a opção mais simples e barata. Acima disso, a abertura de ME/EPP com Simples Nacional é o caminho, geralmente com alíquotas entre 6% e 22% conforme o anexo.
Veja também: Calculadora de DAS Atrasado, Calculadora de Salário Líquido.